← Voltar ao catálogo
Tarbosaurus bataar
Cretáceo Carnívoro

Tarbossauro

Tarbosaurus bataar

"Lagarto alarmante, herói"

Período
Cretáceo · Maastrichtiano
Viveu
72–66 Ma
Comprimento
até 10 m
Peso estimado
5.0 t
País de origem
Mongolia
Descrito em
1955 por Evgeny Maleev

O Tarbosaurus bataar foi o maior predador terrestre da Ásia no final do Cretáceo, há 72 a 66 milhões de anos. Com até 10 a 12 metros de comprimento e cerca de 5 toneladas, era o equivalente asiatico do Tyrannosaurus rex, com quem compartilhava parentesco próximo dentro da subfamilia Tyrannosaurinae. Seu crânio media aproximadamente 1,3 metro, proporcionalmente mais estreito que o de T. rex, com orbitas orientadas mais lateralmente, resultando em campo binocular mais reduzido. Os membros anteriores eram ainda menores proporcionalmente que os de T. rex, com apenas dois dedos funcionais. Conhecido a partir de mais de 30 espécimes, incluindo mais de 15 crânios e vários esqueletos pós-cranianos completos, Tarbosaurus e um dos tiranossaurideos mais bem representados no registro fóssil. Seus restos vem exclusivamente da Formacao Nemegt, na Mongólia, e da Formacao Subashi, na China.

Tarbosaurus bataar e encontrado na Formacao Nemegt, que aflora no Deserto de Gobi, provincia de Omnogovi, Mongólia, e na Formacao Subashi, na China. A Formacao Nemegt data do Maastrichtiano (72-66 Ma) e representa um ambiente de planicie aluvial cortada por rios meandrantes, com clima quente e úmido, drasticamente diferente do deserto arido atual. A vegetacao incluía coniferas, samambaias arborescentes e angiospermas em diversificacao. A fauna era excepcionalmente diversa: hadrossaurideos (Saurolophus), saurododes (Nemegtosaurus), terizinossaurideos (Therizinosaurus), ornitomimossauros (Gallimimus, Deinocheirus), oviraptorossauros (Citipati, Rinchenia), anquilossaurideos (Tarchia, Saichania), crocodilos, tartarugas e mamíferos. A Formacao Nemegt e uma das mais produtivas do mundo para fósseis de dinossauros do Cretáceo Superior, comparável em riqueza a Formacao Hell Creek da América do Norte.

🌿

Habitat

Tarbosaurus habitou as planicies aluviais e os cursos d'água da Formacao Nemegt, no que hoje e o Deserto de Gobi, provincia de Omnogovi, Mongólia, há 72 a 66 milhões de anos. O clima era drasticamente diferente do deserto atual: quente e úmido, com rios caudalosos, planícies inundaveis sazonais e vegetacao exuberante de coniferas, samambaias e angiospermas. A Formacao Nemegt registra um dos ecossistemas mais ricos do Cretáceo Superior da Ásia. A fauna contemporanea incluía os hadrossaurideos Saurolophus angustirostris (o herbívoro mais abundante), o gigantesco Deinocheirus mirificus (omnivoro de 11 m), o saurópode Nemegtosaurus, os anquilossaurideos Tarchia e Saichania, o ornitomimossauro Gallimimus, os oviraptorossauros Rinchenia e Citipati, e numerosas espécies menores de terópodes, crocodilos, tartarugas e mamíferos. Analises paleoecologicas indicam que Tarbosaurus era o único grande predador da Formacao Nemegt, ocupando o topo absoluto da cadeia alimentar.

🦷

Alimentação

Tarbosaurus era o predador de topo absoluto da Formacao Nemegt. Com crânio de ~1,3 m e dentes serrilhados de até 15 cm, possuía forca de mordida estimada em 20.000 a 40.000 N, inferior a de T. rex (~57.000 N) mas ainda entre as mais poderosas de qualquer animal terrestre. A biomecânica craniana, analisada por Hurum & Sabath (2003), revela que o crânio de Tarbosaurus era otimizado para mordidas laterais com distribuição de estresse única, diferente do sistema de forcas verticais de T. rex. As presas principais eram Saurolophus angustirostris e outros hadrossaurideos, abundantes no ecossistema. Marcas de dentes em ossos fósseis confirmam interacoes predatorias. Deinocheirus, apesar de seu tamanho, provavelmente também era presa de Tarbosaurus adultos. A estrategia de caca era provavelmente de emboscada: como outros tiranossaurideos gigantes, Tarbosaurus adulto não era capaz de correr em alta velocidade, dependendo de seus sentidos (olfato desenvolvido, visão aguda) para localizar presas.

🧠

Comportamento e sentidos

Tarbosaurus era provavelmente solitário na fase adulta, como inferido por analogia com T. rex e outros grandes predadores. A diferença marcante entre juvenis e adultos (documentada por Tsuihiji et al., 2011) sugere que animais jovens ocupavam nichos ecológicos diferentes dos adultos, possivelmente cacando presas menores e mais ágeis. O sistema sensorial incluía bulbos olfativos proporcionalmente grandes (inferidos por analogia com T. rex) e visão razoavelmente aguda, embora com campo binocular mais restrito que T. rex devido a orientação mais lateral das orbitas. A presença de multiplos espécimes em alguns sitios da Formacao Nemegt pode indicar comportamento gregário ocasional ou acumulo natural de carcaças. Não há evidência direta de ninhos ou comportamento parental em Tarbosaurus, mas e inferido por analogia com crocodilos e aves modernas.

Fisiologia e crescimento

Tarbosaurus apresentava metabolismo endotermico, como demonstrado pela histologia óssea de Erickson et al. (2004): os aneis de crescimento revelam crescimento rápido na adolescencia, com taxas comparáveis a aves de grande porte. O animal atingia tamanho adulto (~5 toneladas, ~10 m) por volta dos 18 a 20 anos. A longevidade máxima estimada e de ~25 a 30 anos. A velocidade de locomoção era provavelmente similar a de T. rex: caminhada natural de ~4 a 5 km/h, com velocidade máxima estimada em 15 a 25 km/h em marcha rápida (sem fase de voo). Os membros anteriores, ainda mais reduzidos proporcionalmente que os de T. rex, tinham função incerta, possivelmente auxiliando na estabilizacao durante a alimentação. O crânio pneumatico (com cavidades internas ocas) combinava leveza estrutural com resistência as forcas de mordida.

Configuração continental

Mapa paleogeográfico do Cretáceo (~90 Ma)

Ron Blakey · CC BY 3.0 · Cretáceo, ~90 Ma

Durante o Maastrichtiano (~72–66 Ma), Tarbosaurus bataar habitava a Laramídia, a metade ocidental do que hoje é a América do Norte, separada pelo Mar Interior do Oeste (Western Interior Seaway), um mar raso que dividia o continente ao meio. Os continentes estavam em posições muito diferentes das atuais: a Índia viajava em direção à Ásia, a Antártida ainda estava conectada à Austrália, e a América do Sul era uma ilha separada.

Completude estimada 75%

Baseado em multiplos espécimes. O holotipo (PIN 551-1) inclui crânio e vértebras. Mais de 30 espécimes conhecidos, incluindo 15+ crânios e vários esqueletos pós-cranianos quase completos. O espécime ZPAL MgD-I/4, descrito por Hurum & Sabath (2003), e um dos mais completos.

Encontrado (21)
Inferido (5)
Esqueleto de dinossauro — theropod
Wikimedia Commons CC BY-SA 3.0

Estruturas encontradas

craniomandibuladentesvertebras cervicaisvertebras dorsaisvertebras sacraisvertebras caudaiscostelasescapulacoracoideumeroradioulnamao (parcial)ilioisquiopubisfemurtibiafibulape (parcial)

Estruturas inferidas

cartilagenstecido molemusculospele completaorgaos internos

15 artigos em ordem cronológica — do artigo de descrição original até pesquisas recentes.

1955

Giant carnivorous dinosaurs of Mongolia

Maleev, E.A. · Doklady Akademii Nauk SSSR

Artigo fundador da história taxonômica do Tarbosaurus. Evgeny Maleev descreve o material coletado pelas expedicoes paleontológicas sovietico-mongois de 1946 a 1949 no Deserto de Gobi, Mongólia. O holotipo PIN 551-1, um crânio grande e vértebras associadas da Formacao Nemegt, e designado como Tyrannosaurus bataar sp. nov. Maleev também nomeia Tarbosaurus efremovi com base em material separado da mesma formação. A descrição original posiciona o animal como um tiranossaurideo asiatico de grande porte, comparável ao Tyrannosaurus rex norte-americano. O artigo cataloga os caracteres diagnósticos iniciais: crânio robusto de ~1,3 m, dentes serrilhados, membros anteriores reduzidos e postura bipede. A separacao taxonômica entre os gêneros Tyrannosaurus e Tarbosaurus permaneceria controversa por décadas.

Crânio do holotipo de Tarbosaurus bataar (PIN 551-1) no Instituto Paleontológico da Academia Russa de Ciências, Moscou. Especime original descrito por Maleev em 1955.

Crânio do holotipo de Tarbosaurus bataar (PIN 551-1) no Instituto Paleontológico da Academia Russa de Ciências, Moscou. Especime original descrito por Maleev em 1955.

Comparação de crânios de tiranossaurideos, incluindo Tarbosaurus. As diferenças na geometria craniana foram centrais para o debate taxonômico iniciado por Maleev (1955).

Comparação de crânios de tiranossaurideos, incluindo Tarbosaurus. As diferenças na geometria craniana foram centrais para o debate taxonômico iniciado por Maleev (1955).

1965

Growth changes in Asian dinosaurs and some problems of their taxonomy

Rozhdestvensky, A.K. · Paleontologicheskii Zhurnal

Rozhdestvensky reexamina o material de tiranossaurideos da Mongólia e conclui que Tarbosaurus efremovi, nomeado por Maleev em 1955, e na verdade sinonimo de Tyrannosaurus bataar do mesmo autor. As diferenças anatomicas entre os dois taxons são interpretadas como variacao ontogenetica (mudancas de crescimento), não como diferenças entre espécies. O trabalho reduz o número de tiranossaurideos validos da Formacao Nemegt para uma única espécie. Rozhdestvensky mantem o animal no gênero Tyrannosaurus, como T. bataar. A análise ontogenetica apresentada neste artigo foi pioneira para a paleontologia de dinossauros asiaticos e antecipou em décadas os estudos modernos de crescimento de tiranossaurideos.

Esqueleto montado de Tarbosaurus bataar. Rozhdestvensky (1965) demonstrou que espécimes antes atribuídos a espécies distintas representavam estagios de crescimento de um único taxon.

Esqueleto montado de Tarbosaurus bataar. Rozhdestvensky (1965) demonstrou que espécimes antes atribuídos a espécies distintas representavam estagios de crescimento de um único taxon.

Crânio de Tarbosaurus bataar em vista lateral. A variacao na morfologia craniana entre espécimes foi central para a análise ontogenetica de Rozhdestvensky (1965).

Crânio de Tarbosaurus bataar em vista lateral. A variacao na morfologia craniana entre espécimes foi central para a análise ontogenetica de Rozhdestvensky (1965).

2002

Avialan status for Oviraptorosauria

Maryanska, T., Osmolska, H. & Wolsan, M. · Acta Palaeontologica Polonica

Analise filogenetica abrangente de terópodes celurrossaurianos que inclui Tarbosaurus bataar entre os taxons analisados. O estudo contribui para o debate sobre o status generico de Tarbosaurus ao fornecer uma matriz de caracteres que sustenta a separacao entre Tarbosaurus e Tyrannosaurus. Os caracteres diagnósticos incluem crânio proporcionalmente mais estreito, orbitas direcionadas mais posteriormente e membros anteriores proporcionalmente menores. A análise posiciona Tarbosaurus como grupo-irmão de Tyrannosaurus dentro de Tyrannosaurinae, porém como gênero distinto. Este trabalho e parte da série de publicações polonesas que ajudaram a consolidar a taxonomia dos dinossauros da Formacao Nemegt.

Elementos cranianos fossilizados de Tarbosaurus bataar: nasal fundido em vista dorsal, maxilar esquerdo em vista lateral, lacrimal esquerdo em vista lateral, dentario direito em vista medial e teto craniano em vista dorsal.

Elementos cranianos fossilizados de Tarbosaurus bataar: nasal fundido em vista dorsal, maxilar esquerdo em vista lateral, lacrimal esquerdo em vista lateral, dentario direito em vista medial e teto craniano em vista dorsal.

Crânio de Tarbosaurus bataar em vista frontal, evidenciando a geometria mais estreita comparada ao T. rex, um dos caracteres diagnósticos usados na análise filogenetica.

Crânio de Tarbosaurus bataar em vista frontal, evidenciando a geometria mais estreita comparada ao T. rex, um dos caracteres diagnósticos usados na análise filogenetica.

2003

Giant theropod dinosaurs from Asia and North America: skulls of Tarbosaurus bataar and Tyrannosaurus rex compared

Hurum, J.H. & Sabath, K. · Acta Palaeontologica Polonica

Estudo comparativo detalhado dos crânios de Tarbosaurus bataar e Tyrannosaurus rex, baseado em espécimes bem preservados incluindo ZPAL MgD-I/4. Hurum & Sabath identificam diferenças significativas: Tarbosaurus possui crânio mais gracil e alongado, focinho mais estreito, orbitas orientadas mais lateralmente (reduzindo a visão binocular), sistema de articulacoes intracranianas mais rígido e padrão único de distribuição de estresse craniano. Os autores argumentam que essas diferenças sustentam a separacao generica dos dois taxons. A análise biomecânica revela que o crânio de Tarbosaurus era otimizado para mordidas laterais, enquanto o de T. rex suportava melhor forcas verticais. Este artigo e a referência primaria para a anatomia craniana comparada dos dois maiores tiranossaurideos.

Comparação de crânios de tiranossaurideos. Hurum & Sabath (2003) demonstraram que Tarbosaurus possui crânio mais estreito e orbitas mais laterais que T. rex.

Comparação de crânios de tiranossaurideos. Hurum & Sabath (2003) demonstraram que Tarbosaurus possui crânio mais estreito e orbitas mais laterais que T. rex.

Crânio de Tarbosaurus bataar em vista lateral. O padrão de articulacoes intracranianas rígidas, identificado por Hurum & Sabath (2003), e visível na sutura entre os ossos nasais e frontais.

Crânio de Tarbosaurus bataar em vista lateral. O padrão de articulacoes intracranianas rígidas, identificado por Hurum & Sabath (2003), e visível na sutura entre os ossos nasais e frontais.

2003

Cranial anatomy of tyrannosaurid dinosaurs from the Late Cretaceous of Alberta, Canada

Currie, P.J. · Acta Palaeontologica Polonica

Currie descreve a anatomia craniana de tiranossaurideos norte-americanos (Albertosaurus, Gorgosaurus, Daspletosaurus) e inclui notas comparativas extensas sobre Tarbosaurus bataar. A análise filogenetica recupera Tarbosaurus como grupo-irmão de Tyrannosaurus dentro de Tyrannosaurinae. Ambos compartilham mais caracteres derivados que Daspletosaurus ou Albertosaurus, incluindo crista sagital pronunciada, fenestra maxilar expandida e dentes premaxilares em forma de D. Currie identifica sinapomorfias exclusivas do clado Tarbosaurus + Tyrannosaurus que sustentam seu parentesco próximo. O trabalho e fundamental para situar Tarbosaurus no contexto filogenetico global dos tiranossaurideos.

Localidade de Nemegt no Deserto de Gobi, Mongólia sul. Os crânios de Tarbosaurus bataar estudados por Currie (2003) foram coletados nesta região, a principal fonte de material desta espécie.

Localidade de Nemegt no Deserto de Gobi, Mongólia sul. Os crânios de Tarbosaurus bataar estudados por Currie (2003) foram coletados nesta região, a principal fonte de material desta espécie.

Reconstituições esqueléticas de vários tiranossaurídeos para comparação de tamanho. A análise de Currie (2003) comparou a anatomia craniana de Tarbosaurus (Ásia) com os tiranossaurídeos norte-americanos, identificando sinapomorfias exclusivas do clado Tarbosaurus + Tyrannosaurus.

Reconstituições esqueléticas de vários tiranossaurídeos para comparação de tamanho. A análise de Currie (2003) comparou a anatomia craniana de Tarbosaurus (Ásia) com os tiranossaurídeos norte-americanos, identificando sinapomorfias exclusivas do clado Tarbosaurus + Tyrannosaurus.

2004

Gigantism and comparative life-history parameters of tyrannosaurid dinosaurs

Erickson, G.M. et al. · Nature

Erickson et al. cortam transversalmente ossos de vários tiranossaurideos, incluindo Tarbosaurus bataar, e contam os aneis de crescimento anuais (linhas de crescimento interrompido, LAGs) para reconstruir curvas de crescimento. O resultado revela que Tarbosaurus, assim como T. rex, apresentava crescimento explosivo na adolescencia, com taxas comparáveis a aves de grande porte e mamíferos, não a répteis ectotermicos. O estudo demonstra que o metabolismo endotermico era uma característica basal de Tyrannosauridae. A longevidade máxima estimada para Tarbosaurus e de aproximadamente 25 a 30 anos. O artigo e fundamental para entender a fisiologia dos tiranossaurideos asiaticos e confirma que Tarbosaurus ocupava o mesmo nicho ecológico que T. rex na Ásia.

Gráfico de crescimento corporal de Tarbosaurus bataar. Erickson et al. (2004) demonstraram que tiranossaurideos asiaticos apresentavam crescimento explosivo na adolescencia.

Gráfico de crescimento corporal de Tarbosaurus bataar. Erickson et al. (2004) demonstraram que tiranossaurideos asiaticos apresentavam crescimento explosivo na adolescencia.

Diagrama comparativo de espécimes de tiranossaurideos em escala. A análise de Erickson et al. (2004) incluiu Tarbosaurus entre os taxons com crescimento rápido documentado.

Diagrama comparativo de espécimes de tiranossaurideos em escala. A análise de Erickson et al. (2004) incluiu Tarbosaurus entre os taxons com crescimento rápido documentado.

2001

New information on Cretaceous troodontids (Dinosauria, Theropoda) from the People's Republic of China

Currie, P.J. & Dong, Z. · Canadian Journal of Earth Sciences

Currie & Dong descrevem material de terópodes do Cretáceo da China, incluindo restos fragmentarios atribuiveis a Tarbosaurus da Formacao Subashi. Esta descoberta amplia o alcance geografico conhecido do gênero para além da Mongólia, sugerindo que Tarbosaurus habitava uma área mais extensa da Ásia Central do que previamente reconhecido. O material chines e fragmentário, mas inclui dentes e vértebras consistentes com a morfologia de Tarbosaurus. A presença do gênero na China reforça a ideia de que o ecossistema do Cretáceo Superior da Ásia Central era relativamente homogeneo em termos de fauna de grandes predadores.

Paisagem da Formacao Nemegt no Deserto de Gobi, Mongólia. A extensão da distribuição de Tarbosaurus até a China foi documentada por Currie & Dong (2001).

Paisagem da Formacao Nemegt no Deserto de Gobi, Mongólia. A extensão da distribuição de Tarbosaurus até a China foi documentada por Currie & Dong (2001).

Reconstituicao de Tarbosaurus bataar cacando Saurolophus. O grande terópode dominava uma vasta área da Ásia Central no Maastrichtiano.

Reconstituicao de Tarbosaurus bataar cacando Saurolophus. O grande terópode dominava uma vasta área da Ásia Central no Maastrichtiano.

2005

Phylogeny of Tyrannosauroidea (Dinosauria: Coelurosauria) with special reference to North American forms

Carr, T.D. · PhD Thesis, University of Toronto

Tese de doutorado de Thomas Carr que apresenta a análise filogenetica mais abrangente de Tyrannosauroidea até aquela data, com mais de 300 caracteres morfológicos. A análise recupera Tarbosaurus bataar como grupo-irmão de Tyrannosaurus rex, unidos por sinapomorfias incluindo proporções cranianas massivas, nasais fundidos e redução extrema da mão. Carr mantem Tarbosaurus como gênero valido e distinto de Tyrannosaurus, com base em diferenças consistentes na geometria craniana, orientação orbital e proporções dos membros. A tese e a base para análises filogeneticas subsequentes de tiranossaurideos e define o marco teórico para a compreensao das relações evolutivas do grupo.

Filogenia de Tyrannosauridae. Carr (2005) recuperou Tarbosaurus como grupo-irmão de Tyrannosaurus, sustentando a validade do gênero asiatico.

Filogenia de Tyrannosauridae. Carr (2005) recuperou Tarbosaurus como grupo-irmão de Tyrannosaurus, sustentando a validade do gênero asiatico.

Histologia de osso de terópode mostrando fibrolamellar bone com osteons primários e linhas de crescimento interrompido (LAGs). A análise filogenética de Carr (2005) baseou-se em mais de 300 caracteres morfológicos de tiranossauroideos, e a microestrutura óssea foi utilizada para inferir fisiologia e taxa de crescimento do grupo.

Histologia de osso de terópode mostrando fibrolamellar bone com osteons primários e linhas de crescimento interrompido (LAGs). A análise filogenética de Carr (2005) baseou-se em mais de 300 caracteres morfológicos de tiranossauroideos, e a microestrutura óssea foi utilizada para inferir fisiologia e taxa de crescimento do grupo.

2012

The osteology of Alioramus, a gracile and long-snouted tyrannosaurid (Dinosauria: Theropoda) from the Late Cretaceous of Mongolia

Brusatte, S.L., Carr, T.D. & Norell, M.A. · Bulletin of the American Museum of Natural History

Brusatte, Carr & Norell publicam a descrição osteologica completa de Alioramus altai, um tiranossaurideo gracil da Formacao Nemegt. A análise filogenetica posiciona Alioramus como grupo-irmão de Tarbosaurus, formando um clado exclusivamente asiatico dentro de Tyrannosaurinae. Os dois gêneros compartilham características cranianas relacionadas a distribuição de estresse que não são encontradas em outros tiranossaurineos. Este resultado sugere que Alioramus pode ter sido um juvenil ou uma forma neoténica relacionada a Tarbosaurus, ou que ambos representam uma radiacao adaptativa asiatica distinta. O estudo redefine a posição filogenetica de Tarbosaurus ao identificar seu parente mais próximo como outro gênero asiatico.

Elementos cranianos de Tarbosaurus bataar. Brusatte et al. (2012) demonstraram que Alioramus e Tarbosaurus compartilham caracteres cranianos exclusivos.

Elementos cranianos de Tarbosaurus bataar. Brusatte et al. (2012) demonstraram que Alioramus e Tarbosaurus compartilham caracteres cranianos exclusivos.

Comparação de crânios de tiranossaurideos. O clado asiatico Alioramus + Tarbosaurus foi identificado por Brusatte et al. (2012) com base em caracteres de distribuição de estresse craniano.

Comparação de crânios de tiranossaurideos. O clado asiatico Alioramus + Tarbosaurus foi identificado por Brusatte et al. (2012) com base em caracteres de distribuição de estresse craniano.

2011

Cranial osteology of a juvenile specimen of Tarbosaurus bataar (Theropoda, Tyrannosauridae) from the Nemegt Formation (Upper Cretaceous) of Bugin Tsav, Mongolia

Tsuihiji, T. et al. · Journal of Vertebrate Paleontology

Tsuihiji et al. descrevem a osteologia craniana de um espécime juvenil de Tarbosaurus bataar de Bugin Tsav, Mongólia. O crânio juvenil difere marcadamente do adulto: e mais gracil, com focinho proporcionalmente mais longo, dentes menores e ornamentacao craniana menos desenvolvida. O espécime fornece dados criticos sobre mudancas ontogeneticas em crânios de tiranossaurideos. As diferenças entre juvenil e adulto são tao pronunciadas que, sem contexto, o jovem Tarbosaurus poderia ser confundido com um gênero diferente. O estudo reforça a importância de considerar variacao ontogenetica antes de nomear novos taxons com base em espécimes isolados.

Comparação entre crânio juvenil e adulto de Tarbosaurus bataar. Tsuihiji et al. (2011) documentaram mudancas ontogeneticas dramaticas na morfologia craniana.

Comparação entre crânio juvenil e adulto de Tarbosaurus bataar. Tsuihiji et al. (2011) documentaram mudancas ontogeneticas dramaticas na morfologia craniana.

Ontograma de Tyrannosaurus rex mostrando estágios de crescimento e mudanças morfológicas ao longo do desenvolvimento. Tsuihiji et al. (2011) documentaram transformações ontogenéticas similares e ainda mais pronunciadas em Tarbosaurus bataar juvenil, com o focinho gracil dos juvenis transformando-se no crânio robusto dos adultos.

Ontograma de Tyrannosaurus rex mostrando estágios de crescimento e mudanças morfológicas ao longo do desenvolvimento. Tsuihiji et al. (2011) documentaram transformações ontogenéticas similares e ainda mais pronunciadas em Tarbosaurus bataar juvenil, com o focinho gracil dos juvenis transformando-se no crânio robusto dos adultos.

2010

Tyrannosaur paleobiology: new research on ancient exemplar organisms

Brusatte, S.L. et al. · Science

Revisao abrangente da paleobiologia dos tiranossauros, cobrindo filogenetica, anatomia, crescimento, locomoção, alimentação e ecologia. Tarbosaurus bataar e discutido extensivamente como o taxon-irmão asiatico de Tyrannosaurus rex. O artigo sintetiza duas décadas de pesquisa e posiciona Tarbosaurus como o predador de topo da Formacao Nemegt, ocupando papel ecológico analogo ao de T. rex na América do Norte. A revisão destaca que Tarbosaurus compartilhava com T. rex o crescimento rápido, a forca de mordida extrema e os sentidos aguçados, mas diferia na biomecânica craniana e na visão binocular mais restrita. O artigo na Science popularizou a pesquisa sobre tiranossaurideos asiaticos para um público científico amplo.

Tarbosaurus atacando Saurolophus. Brusatte et al. (2010) descreveram Tarbosaurus como o predador de topo do ecossistema da Formacao Nemegt.

Tarbosaurus atacando Saurolophus. Brusatte et al. (2010) descreveram Tarbosaurus como o predador de topo do ecossistema da Formacao Nemegt.

Esqueleto montado de Tarbosaurus bataar. A revisão de Brusatte et al. (2010) na Science sintetizou o conhecimento sobre a paleobiologia do gênero.

Esqueleto montado de Tarbosaurus bataar. A revisão de Brusatte et al. (2010) na Science sintetizou o conhecimento sobre a paleobiologia do gênero.

2014

A new clade of Asian Late Cretaceous long-snouted tyrannosaurids

Lü, J. et al. · Nature Communications

Lü et al. descrevem Qianzhousaurus sinensis, um tiranossaurideo de focinho longo do Cretáceo Superior da China. A análise filogenetica recupera um clado de focinho longo (Alioramini, incluindo Qianzhousaurus e Alioramus) como grupo-irmão de um clado de focinho curto que inclui Tarbosaurus e Tyrannosaurus. Este resultado clarifica as relações evolutivas dentro de Tyrannosaurinae e sugere que a Ásia abrigou uma diversidade maior de tiranossaurideos do que previamente reconhecido. Tarbosaurus e reafirmado como membro do clado de focinho curto, mais próximo de Tyrannosaurus do que de Alioramus, contradizendo análises anteriores que agrupavam Alioramus com Tarbosaurus.

Crânio do holotipo de Tarbosaurus bataar. Lü et al. (2014) reafirmaram Tarbosaurus como membro do clado de focinho curto dentro de Tyrannosaurinae.

Crânio do holotipo de Tarbosaurus bataar. Lü et al. (2014) reafirmaram Tarbosaurus como membro do clado de focinho curto dentro de Tyrannosaurinae.

Filogenia de Tyrannosauridae. O estudo de Lü et al. (2014) recuperou dois clados distintos dentro de Tyrannosaurinae: focinho longo (Alioramini) e focinho curto (Tarbosaurus + Tyrannosaurus).

Filogenia de Tyrannosauridae. O estudo de Lü et al. (2014) recuperou dois clados distintos dentro de Tyrannosaurinae: focinho longo (Alioramini) e focinho curto (Tarbosaurus + Tyrannosaurus).

2016

The phylogeny and evolutionary history of tyrannosauroid dinosaurs

Brusatte, S.L. & Carr, T.D. · Scientific Reports

Brusatte & Carr apresentam uma nova análise filogenetica de Tyrannosauroidea usando métodos Bayesianos, incorporando a matriz de caracteres mais completa até a data. Tarbosaurus bataar e recuperado como grupo-irmão de Tyrannosaurus rex com forte suporte estatistico. Os dois gêneros formam um clado com Zhuchengtyrannus magnus da China, sugerindo que os maiores tiranossaurideos compartilhavam uma linhagem evolutiva comum. A análise confirma a validade de Tarbosaurus como gênero distinto e documenta a história evolutiva de 100 milhões de anos dos tiranossauroideos, desde formas pequenas do Jurássico até os gigantes do Cretáceo final. Este artigo de acesso aberto na Scientific Reports e a referência filogenetica mais citada para tiranossaurideos.

Tarbosaurus bataar em cena de caca. Brusatte & Carr (2016) confirmaram que Tarbosaurus e o parente mais próximo de T. rex com forte suporte Bayesiano.

Tarbosaurus bataar em cena de caca. Brusatte & Carr (2016) confirmaram que Tarbosaurus e o parente mais próximo de T. rex com forte suporte Bayesiano.

Distribuição de oviraptorídeos no sul do Deserto de Gobi, ecossistema compartilhado com Tarbosaurus na Formação Nemegt. Brusatte & Carr (2016) usaram análise Bayesiana para confirmar que Tarbosaurus e Tyrannosaurus formam um clado com Zhuchengtyrannus, todos dominando as faunas do Cretáceo tardio da Ásia oriental.

Distribuição de oviraptorídeos no sul do Deserto de Gobi, ecossistema compartilhado com Tarbosaurus na Formação Nemegt. Brusatte & Carr (2016) usaram análise Bayesiana para confirmar que Tarbosaurus e Tyrannosaurus formam um clado com Zhuchengtyrannus, todos dominando as faunas do Cretáceo tardio da Ásia oriental.

2010

New tyrannosaur specimen from the Nemegt Formation

Watabe, M., Tsogtbaatar, K. & Barsbold, R. · Paleontological Journal

Watabe, Tsogtbaatar & Barsbold descrevem um novo espécime excepcionalmente preservado de Tarbosaurus bataar da Formacao Nemegt. O espécime preserva gastralias e elementos pós-cranianos detalhados raramente preservados em tiranossaurideos, fornecendo novos dados sobre a anatomia toracica e proporções corporais da espécie. A descoberta expande o conhecimento sobre a anatomia pós-craniana de Tarbosaurus, que permanecia menos estudada que a craniana. O trabalho também documenta a contínua produtividade paleontológica da Formacao Nemegt e reforça a importância das expedicoes mongolicas para a compreensao dos ecossistemas do Cretáceo Superior da Ásia.

Paisagem da Formacao Nemegt, Mongólia. Watabe et al. (2010) descreveram um novo espécime de Tarbosaurus com anatomia pós-craniana excepcionalmente preservada.

Paisagem da Formacao Nemegt, Mongólia. Watabe et al. (2010) descreveram um novo espécime de Tarbosaurus com anatomia pós-craniana excepcionalmente preservada.

Crânio de Tarbosaurus bataar. O novo espécime descrito por Watabe et al. (2010) complementa o conhecimento anatômico fornecido pelo material craniano.

Crânio de Tarbosaurus bataar. O novo espécime descrito por Watabe et al. (2010) complementa o conhecimento anatômico fornecido pelo material craniano.

2014

A diminutive new tyrannosaur from the top of the world

Fiorillo, A.R. & Tykoski, R.S. · PLOS ONE

Fiorillo & Tykoski descrevem Nanuqsaurus hoglundi, um tiranossaurideo de pequeno porte do Artico do Alasca. A análise filogenetica recupera Nanuqsaurus como proximamente aparentado ao clado Tarbosaurus-Tyrannosaurus, sugerindo conexões biogeograficas entre a Ásia e o oeste da América do Norte via Beringia durante o Cretáceo Superior. O resultado e significativo para Tarbosaurus porque fornece evidência adicional de que os maiores tiranossaurideos (Tarbosaurus na Ásia, Tyrannosaurus na América do Norte) derivaram de um ancestral comum que migrou entre os continentes. A ponte terrestre de Beringia teria permitido o intercambio faunistico que produziu os tiranossaurineos gigantes em ambos os continentes.

Filogenia de Tyrannosauridae. Fiorillo & Tykoski (2014) recuperaram Nanuqsaurus como parente próximo do clado Tarbosaurus + Tyrannosaurus, evidenciando migracoes via Beringia.

Filogenia de Tyrannosauridae. Fiorillo & Tykoski (2014) recuperaram Nanuqsaurus como parente próximo do clado Tarbosaurus + Tyrannosaurus, evidenciando migracoes via Beringia.

Comparação de crânios de tiranossaurideos. As relações biogeograficas entre tiranossaurideos asiaticos e norte-americanos foram esclarecidas por Fiorillo & Tykoski (2014).

Comparação de crânios de tiranossaurideos. As relações biogeograficas entre tiranossaurideos asiaticos e norte-americanos foram esclarecidas por Fiorillo & Tykoski (2014).

PIN 551-1 (Holotipo) — Instituto Paleontologico da Academia Russa de Ciencias, Moscou

Dominio publico

PIN 551-1 (Holotipo)

Instituto Paleontologico da Academia Russa de Ciencias, Moscou

Completude: ~30%
Encontrado em: 1946
Por: Expedicao Soviético-Mongol (I.A. Efremov)

O holotipo original descrito por Maleev em 1955. Inclui crânio e vértebras associadas. Coletado durante a primeira expedicao sovietico-mongol ao Deserto de Gobi.

MPC-D 107/7 (Especime juvenil) — Museu de Historia Natural da Mongolia, Ulan Bator

CC BY-SA 4.0

MPC-D 107/7 (Especime juvenil)

Museu de Historia Natural da Mongolia, Ulan Bator

Completude: ~70%
Encontrado em: 2006
Por: Expedicoes Coreano-Mongolesas

Especime juvenil notavelmente completo de Bugin Tsav. Crânio de ~60 cm, cerca de metade do tamanho adulto. Descrito por Tsuihiji et al. (2011), forneceu dados criticos sobre ontogenia de tiranossaurideos.

Esqueleto contrabandado (repatriado em 2013) — Museu Central de Dinossauros da Mongolia, Ulan Bator

CC BY-SA 3.0

Esqueleto contrabandado (repatriado em 2013)

Museu Central de Dinossauros da Mongolia, Ulan Bator

Completude: ~75%
Encontrado em: 2009
Por: Desconhecido (escavacao ilegal)

Esqueleto quase completo contrabandeado para os EUA e leiloado em Nova York por US$ 1,05 milhão em 2012. Apreendido pelo governo dos EUA e repatriado para a Mongólia em 2013 após uma disputa legal de alto perfil. Hoje e a peca central do Museu de Dinossauros em Ulan Bator.

Embora não tenha a onipresenca cultural do T. rex, Tarbosaurus bataar conquistou seu espaco na midia visual, especialmente na Ásia. Sua estreia mais marcante no cinema veio em 2012 com o filme sul-coreano 'Tarbosaurus: The Mightiest Ever' (lancado internacionalmente como 'Speckles: The Tarbosaurus'), uma animacao que acompanha a vida de um Tarbosaurus chamado Patch desde filhote até predador dominante. O filme foi um sucesso comercial na Coreia do Sul e gerou uma sequência em 2019, 'Dino King 3D: Journey to Fire Mountain'. Na televisao, Tarbosaurus apareceu em documentarios de alto perfil: 'Chased by Dinosaurs' (BBC, 2002) com Nigel Marven, 'Dinosaur Planet' (Discovery Channel, 2003), e 'March of the Dinosaurs' (2011). A representação mais cientificamente precisa veio em 2023 com 'Prehistoric Planet' (Apple TV+), produzido com consultoria de paleontólogos de renome. A trajetoria na midia reflete a crescente conscientizacao pública de que a Ásia possuía seus próprios tiranossaurideos gigantes, tao impressionantes quanto o norte-americano T. rex.

Animatrônico do T-rex da franquia Jurassic Park com o Jeep característico da série

Animatrônico em tamanho real do T-rex da franquia Jurassic Park, com o Jeep vermelho icônico da série — Amaury Laporte · CC BY 2.0

2002 📹 Chased by Dinosaurs: The Giant Claw — Jasper James Wikipedia →
2003 📹 Dinosaur Planet: Alpha's Egg — Pierre de Lespinois Wikipedia →
2011 📹 March of the Dinosaurs — Matthew Thompson Wikipedia →
2012 🎨 Tarbosaurus: The Mightiest Ever (Jeontu-ui gonglyong Taebosauleuseu) — Han Sang-ho Wikipedia →
2019 🎨 Dino King 3D: Journey to Fire Mountain — Han Sang-ho Wikipedia →
2023 📹 Prehistoric Planet (Temporada 2) — Adam Valdez Wikipedia →
Dinosauria
Saurischia
Theropoda
Coelurosauria
Tyrannosauridae
Tyrannosaurinae
Primeiro fóssil
1946
Descobridor
Expedicao Soviético-Mongol (I.A. Efremov)
Descrição formal
1955
Descrito por
Evgeny Maleev
Formação
Nemegt Formation
Região
Omnogovi (Gobi Desert)
País
Mongolia
Maleev, E.A. (1955) — Doklady Akademii Nauk SSSR

Curiosidade

Um esqueleto quase completo de Tarbosaurus bataar foi contrabandeado ilegalmente da Mongólia para os Estados Unidos e leiloado em Nova York por US$ 1,05 milhão em 2012. O governo mongol protestou, o espécime foi apreendido pelo governo dos EUA, e em 2013 foi repatriado para a Mongólia em uma cerimonia oficial. Hoje e a peca central do Museu Central de Dinossauros em Ulan Bator.